sexta-feira, dezembro 30, 2005

Balanço

Essa semana foi uma semana de balanços, onde inevitavelmente tive que encarar meus erros e falhas, na eterna busca por um ano melhor, proporcionado pelo auto-conhecimento.
Antes mesmo de pensar nos meus estudos, estou buscando confirmar meu real objetivo. Ele é real para mim? Acredito que de fato posso passar num concurso federal que tem fama de ser um dos mais difíceis do Brasil? E a minha vocação, ela de fato existe?
Ninguém quer passar pelos percalços do caminho, estudar arduamente e abrir mão de muitas coisas na vida. Nem eu.
Abrindo um parênteses, mas ainda relacionado com o assunto e despertado pelo livro que estou lendo, sempre tenho o pensamento de que as outras pessoas que eu conheço têm uma vida mais interessante, e a aproveitam muito mais. Ontem descobri o porque disso: porque não estou aceitando o meu presente como deveria, e porque não estou devidamente engajada no meu objetivo; senão, eu teria o pensamento de que depois de tanto esforço, eu aproveitaria até muito mais que os outros.
Então, o meu presente é hoje baseado nos “percalços do caminho” até a aprovação. Eles são inevitáveis, e, se de fato quero mesmo chegar lá, vou ter que encarar meu presente da melhor forma possível, pois é a partir do agora que estou começando a construir o que quero para o meu futuro.
É verdade que ando dispersa, sem motivação e sem vontade de estudar, mas, ao mesmo tempo, sei que é o final do ano, que sempre me desgasta naturalmente, mas também sei que isso é necessário, é o único caminho existente para eu chegar lá. O “lá” ainda está no futuro, e não sei se acontecerá. O que preciso fazer é me conscientizar de que o tempo não perdoa, e que somente disponho do agora, e tenho que construir degrauzinho por degrauzinho nesse agora. O que sempre me atrapalhou, de fato, é não aceitar ter tantas privações em busca da bendita aprovação.
Depois de tantos dias refletindo, concluo que esse objetivo é sim para mim, que tenho sim vocação para o MPT, e acredito que tenho sim plena capacidade para passar num concurso desse porte.
Preciso apenas dar mais atenção ao caminho, distribuir melhor o tempo para estudar, mudar o meu padrão de pensamento (de “que droga que nunca posso nada, só tenho que estudar” para “preciso estudar para logo chegar onde quero, e poder desfrutar do melhor da vida, com tranqüilidade, segurança e estabilidade”). Não posso mais continuar nessa ânsia de querer as mesmas coisas que as outras pessoa têm agora, porque a minha situação é peculiar, não é como das outras pessoas, muitas até contentes com seus empreguinhos, mas que amanhã pode não existir mais. Eu escolhi esse caminho, e tenho que arcar com as conseqüências da minha opção. Tenho que ser consciente, persistente, paciente, e sempre fazer o melhor para um dia chegar no objetivo que eu mesma tracei para mim, apenas e tão somente eu sou responsável por ele.
Por isso, vou iniciar meu 2006 focada unicamente nisso, pois estou admitindo agora que não há como conseguir sem pagar um alto preço, o preço do sacrifício para as demais coisas da vida. Porém, momentaneamente, se o empenho for real.
E. J. Gibs disse: “Sonhos são gratuitos. Transformá-los em realidade tem um preço”. É isso mesmo. Tenho um conselheiro muito duro comigo em certas ocasiões, mas na grande maioria das vezes, ele está 200% certo. Ele tem me mostrado como se deve fazer para conseguir as coisas e, melhor, ele quer me ver conseguindo as coisas. Ele deve achar que dou pouco valor às coisas que ele diz por causa da minha resistência à elas às vezes, mas, no fundo, estou sempre ouvindo e refletindo sobre tudo.
Tenho consciência das minhas falhas. Quero muito conseguir passar, ser coroada com a aprovação, brilhar, realizar sonhos, ter uma linda profissão, estabilidade. Mas, para isso, busco a modificação dos meus pensamentos atuais, para que eu tenha a plena consciência de que, um dia, todo esse sacrifício que tenho muitas vezes me recusado a fazer, realmente valha a pena, e eu chegue num ponto de realização pensando que, se fosse preciso, faria tudo outra vez.
Nosso ano está indo embora, e com ele, quero deixar todas as minhas falhas nesse sentido, sempre buscando o aperfeiçoamento da minha pessoa, sempre em movimento, sempre crescendo, sempre descobrindo, sempre em frente!!! O que importa é que estou otimista, e disposta a dar o rumo certo para buscar o que tanto desejo!

Feliz 2006 a todos!

sexta-feira, dezembro 23, 2005

Eu sabia...


Eu sabia que isso iria acontecer! Tento fazer de tudo para que seja um dia normal, mas dia 23/12 nunca é um dia como os outros pra mim. Até consigo passar a maior parte do tempo distraída, mas agora fiquei down.
Ouço o maravilhoso Nick Drake, coisa mais retrô impossível, e hoje fiz uma coisa diferente dos anos anteriores: tentei demarcar onde aconteceu esse choque do Natal comigo, pois, quando criança e pré-adolescente, eu amava isso tudo, como qualquer outra criança.
Na realidade, não lembro de um acontecimento que tenha influenciado nisso, além da morte da tia Marilda. Talvez tenha acontecido depois da morte dela, quando eu já não tinha mais essa ansiedade de criança, para as quais o Natal simboliza apenas o fato de ganharem presentes. "Cello song" é uma música que acaba comigo, esse cello da música é detonador!
Não consegui, e agora descobri através do livro que estou lendo que buscar essas coisas em algum ponto do passado é uma tarefa bastante difícil, pois o passado já acabou, e, por isso, não tenho como precisar com detalhes o que eu sentia naquela época.
Sinto uma melancolia estranha, uma espécie de saudade dos Natais em que éramos crianças, ganhávamos nossos presentes e passávamos dias curtindo tudo, e desfilando com os novos brinquedos e demais presentes!
Chego até mesmo a ficar com os olhos marejados, talvez seja a falta de uma coisa muito gostosa que hoje já não existe mais. Fui uma boa criança, brinquei bastante, fui muito feliz na minha infância. Tudo era tão leve, tão animado, tão alegre, e talvez eu sinta falta desse clima, pois hoje não consigo ver graça nessas comemorações, e fico feliz quando acaba. Na verdade, aliviada, como se tivesse que enfrentar uma coisa ruim, e no final perceber que ela finalmente acabou...
Há anos venho tentando fugir disso, seja fugindo mesmo, ou seja enfrentando a situação, mas sinto uma tristeza profunda que toma conta de mim de verdade!
Quem sabe eu ainda não esteja pronta para descobrir os reais motivos, mas espero que isso um dia aconteça, para eu aprender a lidar melhor com isso, e quem sabe até começar a curtir o Natal.
Uma foto do Nick Drake sorrindo, fato raríssimo, pois até mesmo as pessoas mais tristes não têm o dom de sorrir retirados de suas almas, pois esse dom é intrínseco a qualquer ser humano.
bençãos para todos...

Sinais





Em muitas vezes, ou, melhor, na grande maioria das vezes, não nos encontramos abertos para os sinais que a vida nos manda e, quando percebemos isso, achamos tudo uma grande coincidência, o que, na realidade nunca foi e nunca vai ser.
Acabo de passar por um desses momentos fabulosos da vida, e tudo tem girado ultimamente em torno de aprender a viver no presente. Depois do show do Pearl Jam, uma música que eu queria ter ouvido e que eles não tocaram é “Present Tense”... Ouvi essa música mais de mil vezes, e ela me fez refletir muito. Haveria música mais apropriada?

Pearl Jam - Present Tense

Do you see the way that tree bends?
Does it inspire?
Leaning out to catch the suns rays
A lesson to re-apply
Are you getting something out of this
All encompassing trip?
You can spend your time alone
Redigesting past regrets, oh
Or you can come to terms and realize
You're the only one who can't forgive yourself
Makes much more sense
To live, in the present tense
Have you ideas on how this life ends?
Check your hands and study the lines
Have you ever believed that the road ahead
Ascends off into the light?
Seems that needlessly it's getting harder
To find an approach and a way to live
Are we getting something out of this
All encompassing trip?
You can spend your time alone
Redigesting past regrets
Or you can come to terms and realize
You're the only one who cannot forgive yourself
Make much more sense
To live in the present tense

E ela começa mansinha, reflexiva, instigante, assim como tem de ser. É como se realmente fosse proporcionado o clima adequado para se pensar que não se deve remoer mais o passado, porque o que temos é a apenas o presente.
Em seguida, uma acelerada bacana, que retrata a evolução para a percepção, numa batida que representaria a descoberta da “luz”, ou seja, se tocar, se ligar, ter a percepção plena do momento em que vivemos.
E, por último, um solinho delicioso e lento, representando a paz interior proporcionada pelo insight, um momento relax para curtir os “frutos” mentais que acabamos de colher. Lindo! É assim que eu vejo essa música, e isso é uma das coisas que mais me agrada na música em geral, o poder de transmitir quaisquer tipos de sentimentos, e de nos transportar para tão longe...
E os sinais não pararam por aí. Fui fazer uma compra no Submarino de dois livros que eu queria, e se levasse o terceiro, o frete era grátis. Pois bem, nem me dei ao trabalho de procurar muito quando arrisquei pedir junto um livro chamado “O poder do agora – um guia para a iluminação espiritual”, de Eckhart Tolle, devido ao teor dos comentários publicados no site em relação a essa obra.
Na terça, fomos para Curitiba, peguei esse livro e vim dando uma olhada no caminho. Adivinha... tinha simplesmente tudo a ver com o atual momento da minha vida, abordando sobre o presente, o agora, o único momento que realmente temos em nossas vidas!
Estou empolgada com o início desse livro, e estou começando a percorrer caminhos além do esperado, pois finalmente parece que estou descobrindo quais são os erros que tenho cometido e que têm me afligido tanto na minha vida: a compulsão por pensar o tempo todo, e na grande maioria das vezes, como já mencionei antes, em coisas e pessoas sobre as quais eu não tenho o mínimo controle!
Isso é um grande passo para eu me conscientizar de que tenho que olhar em primeiro plano somente para mim e meu objetivo, pois isso tem causado minha dispersão, e não me permite estudar como deveria.
Antes mesmo de iniciar o livro, iniciei um processo de freio dos meus pensamentos, um policiamento rígido, o que, concordo, não é fácil. Porém, funciona!

“Você alguma vez vivenciou, realizou, pensou ou sentiu alguma coisa fora do Agora? Acha que conseguirá algum dia? É possível alguma coisa acontecer ou ser fora do Agora? A resposta é óbvia, não é mesmo?” - Eckhart Tolle

Pensem nisso!

Um beijo a todos, e independentemente dos sentimentos de cada um sobre o Natal, um ótimo Natal!

sábado, dezembro 17, 2005

Esse período do ano... complicado!

Algo acontece dentro de mim nesse período pré Natal e Ano Novo: me sinto angustiada e aflita, e cheguei à brilhante conclusão de que odeio o final das coisas, inclusive do ano! O alívio é imediato após os primeiros dias do ano, quando parece que tudo fica tão calmo, enfim a normalidade!
Hoje foi complicado, terminou meu curso preparatório, as pessoas elogiando o professor e fazendo os votos tradicionais de final de ano, uma coisa angustiante para mim! Era uma das coisas que eu mais gostava de fazer atualmente. Definitivamente não sei lidar com finais, com mudanças, sou presa demais a isso, e tenho muito medo do novo.
Nessa semana, no boletim do Somos Todos Um (que eu adoro!), Adília Belotti escreveu um texto justamente sobre isso, o qual me permito citar alguns trechos:
"É mesmo uma confusão... E, à medida em que vai chegando a hora da festa, para muita gente, a expectativa vem cheia de aflição. O que fazer quando o Natal é um fardo mais pesado que o saco de presentes do Papai Noel?
Uma amiga me conta que as festas de Natal sempre a deixam exausta e tensa. E o que era para ser a reunião alegre de gente que se quer bem, acaba virando o palco de uma peça cheia de implicâncias, cobranças e brigas. Isto para não falar no tio que bebe demais e brinda a todos com doses variadas de inconveniência e das cunhadas que se odeiam e resolvem realmente bater-boca em plena festa... Ingredientes de uma mesa farta, da qual todo mundo acaba tendo pressa de se levantar.
Meu palpite é que, no Natal, como na vida, a grande armadilha começa com a frase “sempre foi assim que fizemos na nossa família”. E este “sempre foi assim” aprisiona a gente num Natal inútil e triste, com gosto mesmo de ressaca e de barriga cheia demais...
A palavra Natal vem de “nascimento”. Já falamos algumas vezes aqui que este “nascimento” anual é parte de nós. Ninguém inventou o Natal, nós precisamos dele para renascer, a cada ano. Precisamos dele para acolher em nosso coração o novo. E nem importa que este novo venha com jeito de desconhecido. É no desconhecido que está nossa alma. É lá no fundo que precisamos buscá-la. Não dá para desperdiçar o Natal só porque “sempre foi assim”. Está mais do que na hora de cada um se apressar e reinventá-lo à sua moda."
Faço dela as minhas palavras, mas confesso que ainda não consegui achar isso dentro de mim, para pelo menos atenuar as sensações ruins que tenho nesse período.
Enquanto não aprendo isso, quero que essas festas passem logo, quero me ver limpa de toda uma carga emocional que sempre me atrapalhou (inclusive no Natal e Ano Novo), e quero muito me dedicar exclusivamente àquilo que me cabe: estudar, fazer a prova em fevereiro, me testar, e quem sabe começar um novo curso, com o mesmo professor maravilhoso e inspirador! Mas isso ainda vai depender de vários fatores, e não quero me antecipar. Na hora certa saberei como as coisas vão ficar.
Eu acho um barato a forma como o horóscopo da página do Terra é escrito... eis o que me foi reservado hoje:
"Você pode até tentar fugir da angústia, talvez se entupindo de doces, talvez assistindo ao pior da história da televisão por horas a fio... Mas basta um segundo e pronto! Aí vem ela outra vez, se instalando com tudo. Já que fugir dessa situação parece impossível e ainda pode engordar e emburrecer, admita que sensações estranhas também fazem parte da vida."
Ah, ah, ah, impressionante, poucas linhas para tudo o que senti hoje, inclusive comi doces, rs... Realmente, para mim, fugir dessa situação é impossível nessa época do ano, até meu sono anda agitado nos últimos dias...
Preciso relaxar e tomar as rédeas da situação, começar a revisar matérias e dar uma olhada mais cuidadosa na legislação. Preciso me concentrar nisso, e talvez seja a melhor forma de eu esquecer esse maldito período de festas, pensando só em mim e me firmando no meu objetivo, pois 05/02 já está aí!
Bom sábado para todos!

Tonight, tonight

Sinto-me sozinha, e de repente, uma música divina veio à minha mente: "tonight, tonight", sinceramente, uma das músicas mais fabulosas da década de 90:

"time is never time at all
you can never ever leave without leaving a piece of youth
and our lives are forever changed
we will never be the same
the more you change the less you feel
believe, believe in me, believe
that life can change, that you're not stuck in vain
we're not the same, we're different tonight
tonight, so bright
tonight
and you know you're never sure
but you're sure you could be right
if you held yourself up to the light
and the embers never fade in your city by the lake
the place where you were born
believe, believe in me, believe
in the resolute urgency of now
and if you believe there's not a tonight
tonight, so bright
tonight
we'll crucify the insincere tonight
we'll make things right, we'll feel it all tonight
we'll find a way to offer up the night tonight
the indescribable moments of your life tonight
the impossible is possible tonight
believe in me as i believe in you, tonight"

Lindo, isso é pra ficar na história!

Boa noite a todos!

sexta-feira, dezembro 16, 2005

O que a vida nos dá...

Os últimos dez dias da minha vida têm sido de pura reflexão. Tenho alternado momentos de estudo com momentos solitários de mergulho interior.
Faz quase duas semanas que quase não desfruto da companhia do Eduardo, meu amor eterno, e espero ansiosamente ele voltar de viagem amanhã.
Uma avalanche de reflexões, descobertas e percepções desmoronaram sobre mim em um interregno muito curto, fico até perdida em meus pensamentos em vários momentos, pois ainda não consegui processar todos esses dados.
Mas, o importante, no final das contas, é aproveitar o que a vida nos oferece em cada momento, e extrair dela tudo aquilo que ela está querendo nos mostrar, pois em muitas vezes sequer estamos direcionados para poder perceber.
Vivi um período de crise importantíssimo, daqueles que lavam a alma, tomam todos seus pensamentos, batem num liquidificador, misturam, misturam, misturam, excluem uns, adicionam outros e de, repente, as saídas e conclusões aparecem de forma clara e cristalina!
Nestes dias, percebi que tenho que aprender a lidar de forma diferente com pensamentos e pessoas que me incomodam, e que não posso mais ser inflexível, o que só volta para mim de forma a me atrapalhar ainda mais a vida.
Ainda, que ainda há amor nesse mundo, e pessoas que me querem muito bem, que me confortaram e me acolheram quando mais precisei. Que ainda há amor nesse mundo, pois estou disposta a ir até o fim do mundo para lutar por um amor que não se deteriora, apesar de tudo.
Que há pessoas mais velhas do que eu provando que a vida é um eterno aprendizado, tentando se achar e serem pessoas melhores a cada dia, e pessoas mais velhas do que eu que querem ser eternamente infelizes por se recusarem a fazer isso, e por isso fazem questão de levar outras pessoas junto, tentando incluí-las nesse rol de "infelizes".
Enfim, o que mais adoro na vida é essa constante mutação, o processo de transformação pelo qual passamos ao longo de nossa jornada.
Eu acredito na vida, no crescimento, na mudança positiva, no amadurecimento, no amor, na fé, confio no processo da vida como um todo, pois isso nada mais é do que dançar conforme a música. É só uma questão de tempo...
Estou feliz porque enxerguei coisas importantíssimas para as quais não dava o devido valor, e espero estar cada mais mais aberta e receptiva para poder perceber e captar todas as chances que a vida me oferece, e tirar o melhor proveito delas.
Uma boa vida para todos!

terça-feira, dezembro 13, 2005

O chamado - Aceitações


Desisto definitivamente de mudar o mundo. Agora, depois de uma semana de reclusão interior, resolvi me render e reduzir o tamanho do meu objetivo, e só quero viver bem, e em paz. Muitas vezes, nesse afã desesperado, acabamos esquecendo de pequenos fatores não menos importantes (ou até mais) que fazem toda a diferença, e eu com certeza esqueci.
Acredito que passei anos em débito comigo mesma, esquecendo do ser que habita dentro de mim, e agora percebo com total clareza tudo o que precisa ser modificado ou eliminado nesse momento.
Quero me voltar mais para mim mesma, estar em contato mais freqüente com minha espiritualidade, como meus reais desejos e objetivos. Vários acontecimentos da minha vida têm me mostrado que, se eu não fizer isso, estarei eternamente perturbada com tudo o que tento mudar e não consigo, e, conseqüentemente, nunca estaria em paz para conseguir estudar, e me focar tão somente naquilo que eu estou perseguindo.
Não posso mais sucumbir às pressões externas, nem que eu tenha que estar munida de tantos escudos quantos forem necessários. Mas acredito que o mais poderoso de todos seja minha auto-confiança, auto-estima, respeito próprio, enfim, eu mesma ter consciência de que nada nem ninguém pode me atingir, se meus objetivos estiverem de fato bem traçados e bem fincados no chão.
Esse momento representa para mim uma espécie de um renascimento, uma espécie de chamado, me mostrando que agora tenho que entrar num momento melhor e maior da minha vida. Quero estar empenhada em conhecer cada vez mais a pessoa mais importante da minha vida: eu mesma, independentemente de qualquer influência, sendo sincera, verdadeira, despida de qualquer máscara. Eu mereço, pois esqueci de mim mesma em prol de pessoas e situações que jamais mereceram minha consideração.
Quero estar serena para isso, completamente focada, preciso de toda a calma do mundo para entender todo esse processo pelo qual estou passando, e que ninguém na minha vida é mais importante do que eu, e meus objetivos. Chega de dar ouvidos a pessoas e situações que nunca me acrescentaram nada.
A oração da serenidade é tão simples, mas de profundo significado: "Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos, e sabedoria para distinguir umas das outras".
Essas palavras dotadas de tanta valia têm me guiado, para que assim eu consiga encontrar a verdadeira paz.
Um bom dia a todos!

sábado, dezembro 10, 2005

Cair, levantar, cair, levantar.... as lições que a vida nos dá

A vida nos oferece coisas, pessoas e situações. E por certo elas não acontecem à toa, e muito menos em momentos inadequados.
Acredito que o segredo é observar as situações de forma centrada, tendo humildade para detectar e principalmente reconhecer erros.
Nas quedas, primeiro há que se enfrentar a intensidade delas e, quase que ao mesmo tempo, descobrir o melhor caminho a ser utilizado para se levantar em seguida.
Hoje parei para pensar nas eternas lutas com as quais os seres humanos se deparam... temos que aproveitar todas as chances que a vida nos dá. Cada um carrega sua cruz, e é verdade que ela não é maior do que aquilo podemos suportar.
Estou cansada e com sono, mas estou me sentindo recompensada pelas várias percepções que a vida tem me proporcionado.
Boa noite!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Pearl Jam lavou a minha alma!!




Nossa, dia 30/11/2005 vai ficar na história de Curitiba. Depois de uma longa espera, o Pearl Jam se tornou realidade.
Não sei dizer o que mais me tocou, mas ouvir os primeiros acordes foi um momento inacreditável! No entanto, o primeiro momento emocionante, com certeza, foi ver os caras descendo pelo elevador, e tem até uma foto que eu não consegui pôr aqui, não acreditei na cara deles vendo a galera lá de cima!
Eu nem pretendia citar momentos, pois tudo foi maravilhoso, mas não agüentei ouvir "Corduroy", seguida de "Do the evolution", meu Deus, o que foi aquilo!! "Given to fly", "Dissident" e "Even flow" eram outras músicas que eu queria muito ouvir, mas ouvir "Not for you" me surpreendeu, porque simplesmente amo essa música!
"Better man" matou a pau, o povo cantando em coro uníssono me matou, quase enfartei, mas isso era apenas um prenúncio para um dos momentos que foi, para mim, um dos pontos mais altos do show: a tão esperada "Black". No primeiro acorde, me arrepiei inteira, e nem estava acreditando, pois eles não a tocaram em Porto Alegre; fomos premiados com essa obra prima do Pearl Jam, e foi delirante, foi como se passasse todo um filme na minha cabeça, essa música representa todo um período da minha vida, e tenho certeza que ela simboliza isso para muitas outras pessoas também.
Foi o momento em que meus olhos ficaram marejados, pois essa música é tão maravilhosa, aliado àquele momento tão singular, o coro uníssono cantando, o Eddie em estado de transe com tudo aquilo, muitas mil pessoas sentindo a mesma coisa e repentindo sem parar "tchurutchutchururu, tchururutchutchururu...", achei que ia desabar nessa hora! Fiquei num estado de êxtase absoluto, foi um momento que vai ficar pra sempre.
Depois, para quebrar um pouco, vieram as não menos maravilhosas "Once" e "Porsche", inesperadas, mas que surpresas boas, ótimas para espantar todos os fantasmas.
O primeiro bis inteiro foi perfeito. O início foi divino, com o Eddie sozinho tocando "Last kiss", mais uma vez com todos em coro, e batendo palmas no ritmo da música, arrepiante!! Mais uma vez para quebrar o ritmo da balada, uma homenagem aos ídolos do Eddie, "I believe in miracles", dos saudosos Ramones, foi outro ponto alto, as pessoas ficaram exaltadíssimas!! Acho que essa foi a única música que já ouvi na Pedreira duas vezes, com o Ramones e agora com o Pearl Jam. Em seguida, outra música que eu queria muito que eles tocassem, para mim um dos melhores clipes que já vi: "Jeremy". Nossa, fiquei agradavelmente surpresa com tantas músicas do "Ten", mas sabia que ainda viria "Alive" no final.
Uma das surpresas da noite ficou por conta da cover do MC5, "Kick out the jams", junto com o Mark Arm do Mudhoney, mataram a pau, a música ficou animal mesmo!! Antes dela ainda teve "Spin the Black Circle", muito legal!
Nossa, que showzaço! Para fechar com chave de ouro, o segundo bis começou com "Whipping", seguida de "Go", outra que eu queria muito ouvir. Para mim, foi mais uma surpresa ouvir "Indifference", pois amo muito essa música, é daquelas que tocam no fundo do fundo do fundo...
Agora, o final foi inesquecível! "Alive" levou o público ao delírio, cantamos sozinhos por um bom tempo, a Pedreira veio abaixo!
Por fim, ele apresentou a todos, em português, o Leandro, o veterinário que se acidentou de carro e está ainda em recuperação numa cadeira de rodas, e disse que estava muito feliz por ele estar vivo, e cantou "Yellow Ledbetter" ao lado dele para fechar brilhantemente a noite! Fantástico, espetacular, emocionante!
Foi uma noite e tanto, mágica, indescritível, tudo contribuiu para uma apresentação inesquecível: o lugar, a organização, o som, a colaboração das pessoas, pois com certeza todas estavam ali com o coração sorrindo, assim como o meu.
Só lamentei por duas coisas: não tinham instalado os telões (a produção não quis), e não ter ouvido "Wishlist", "Daughter", "Oceans", "Faithfull" e "Present Tense", que eu amo. Mas, super banda é assim, impossível tocar todas as músicas, com um repertório inteiro tão maravilhoso na bagagem, ao longo de quatorze anos.
Se eu pudesse, correria para SP e RJ para presenciar mais algumas vezes essa magia absoluta que foi o show do Pearl Jam.
O que importa é que minha alma brilhou, cantou, gritou, extravasou, se libertou, se abriu de uma forma, como há muito não acontecia. E mais: não só a minha, como a de muitas mil pessoas, que com certeza vão que achar que tudo valeu a pena, dentro da história do esforço de cada um para estar ali naquele momento.
Ótimo final de semana a todos!