sexta-feira, dezembro 02, 2005

O Pearl Jam lavou a minha alma!!




Nossa, dia 30/11/2005 vai ficar na história de Curitiba. Depois de uma longa espera, o Pearl Jam se tornou realidade.
Não sei dizer o que mais me tocou, mas ouvir os primeiros acordes foi um momento inacreditável! No entanto, o primeiro momento emocionante, com certeza, foi ver os caras descendo pelo elevador, e tem até uma foto que eu não consegui pôr aqui, não acreditei na cara deles vendo a galera lá de cima!
Eu nem pretendia citar momentos, pois tudo foi maravilhoso, mas não agüentei ouvir "Corduroy", seguida de "Do the evolution", meu Deus, o que foi aquilo!! "Given to fly", "Dissident" e "Even flow" eram outras músicas que eu queria muito ouvir, mas ouvir "Not for you" me surpreendeu, porque simplesmente amo essa música!
"Better man" matou a pau, o povo cantando em coro uníssono me matou, quase enfartei, mas isso era apenas um prenúncio para um dos momentos que foi, para mim, um dos pontos mais altos do show: a tão esperada "Black". No primeiro acorde, me arrepiei inteira, e nem estava acreditando, pois eles não a tocaram em Porto Alegre; fomos premiados com essa obra prima do Pearl Jam, e foi delirante, foi como se passasse todo um filme na minha cabeça, essa música representa todo um período da minha vida, e tenho certeza que ela simboliza isso para muitas outras pessoas também.
Foi o momento em que meus olhos ficaram marejados, pois essa música é tão maravilhosa, aliado àquele momento tão singular, o coro uníssono cantando, o Eddie em estado de transe com tudo aquilo, muitas mil pessoas sentindo a mesma coisa e repentindo sem parar "tchurutchutchururu, tchururutchutchururu...", achei que ia desabar nessa hora! Fiquei num estado de êxtase absoluto, foi um momento que vai ficar pra sempre.
Depois, para quebrar um pouco, vieram as não menos maravilhosas "Once" e "Porsche", inesperadas, mas que surpresas boas, ótimas para espantar todos os fantasmas.
O primeiro bis inteiro foi perfeito. O início foi divino, com o Eddie sozinho tocando "Last kiss", mais uma vez com todos em coro, e batendo palmas no ritmo da música, arrepiante!! Mais uma vez para quebrar o ritmo da balada, uma homenagem aos ídolos do Eddie, "I believe in miracles", dos saudosos Ramones, foi outro ponto alto, as pessoas ficaram exaltadíssimas!! Acho que essa foi a única música que já ouvi na Pedreira duas vezes, com o Ramones e agora com o Pearl Jam. Em seguida, outra música que eu queria muito que eles tocassem, para mim um dos melhores clipes que já vi: "Jeremy". Nossa, fiquei agradavelmente surpresa com tantas músicas do "Ten", mas sabia que ainda viria "Alive" no final.
Uma das surpresas da noite ficou por conta da cover do MC5, "Kick out the jams", junto com o Mark Arm do Mudhoney, mataram a pau, a música ficou animal mesmo!! Antes dela ainda teve "Spin the Black Circle", muito legal!
Nossa, que showzaço! Para fechar com chave de ouro, o segundo bis começou com "Whipping", seguida de "Go", outra que eu queria muito ouvir. Para mim, foi mais uma surpresa ouvir "Indifference", pois amo muito essa música, é daquelas que tocam no fundo do fundo do fundo...
Agora, o final foi inesquecível! "Alive" levou o público ao delírio, cantamos sozinhos por um bom tempo, a Pedreira veio abaixo!
Por fim, ele apresentou a todos, em português, o Leandro, o veterinário que se acidentou de carro e está ainda em recuperação numa cadeira de rodas, e disse que estava muito feliz por ele estar vivo, e cantou "Yellow Ledbetter" ao lado dele para fechar brilhantemente a noite! Fantástico, espetacular, emocionante!
Foi uma noite e tanto, mágica, indescritível, tudo contribuiu para uma apresentação inesquecível: o lugar, a organização, o som, a colaboração das pessoas, pois com certeza todas estavam ali com o coração sorrindo, assim como o meu.
Só lamentei por duas coisas: não tinham instalado os telões (a produção não quis), e não ter ouvido "Wishlist", "Daughter", "Oceans", "Faithfull" e "Present Tense", que eu amo. Mas, super banda é assim, impossível tocar todas as músicas, com um repertório inteiro tão maravilhoso na bagagem, ao longo de quatorze anos.
Se eu pudesse, correria para SP e RJ para presenciar mais algumas vezes essa magia absoluta que foi o show do Pearl Jam.
O que importa é que minha alma brilhou, cantou, gritou, extravasou, se libertou, se abriu de uma forma, como há muito não acontecia. E mais: não só a minha, como a de muitas mil pessoas, que com certeza vão que achar que tudo valeu a pena, dentro da história do esforço de cada um para estar ali naquele momento.
Ótimo final de semana a todos!