segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Dias estranhos - A vergonha do lugar onde se mora

Dias estranhos acontecem, e nunca são únicos, nunca vêm sozinhos.
Hoje tive que sair, e, após uma conversa com um amigo meu semana passada, toma cada vez mais espaço na minha vida a constatação de que a cidade onde nasci e ainda moro é um lixo. Nunca fui muito sociável, e continuar morando aqui está me dando fobia de gente. Gente feia, fedida, ignorante, fuxiqueira, de uma pequenez na mente... A cidade em si não é tão ruim, apesar de eu odiar o clima absurdo de calor que faz aqui, mas o que acaba de vez com tudo é o povinho que vive aqui... Povinho no sentido pejorativo mesmo, porque é um povinho, que se contenta em viver num lugar imundo e sem cultura, achando que é um lugar maravilhoso. Ninguém estuda, ninguém almeja um bom emprego, anda-se de bicicleta no meio da rua, na contra mão, as meninas aprendem a se vestir e a se portar como prostitutas desde cedo (e há várias com mil filhos em volta nas ruas), falam errado, têm péssimas maneiras, educação é uma coisa que não existe aqui...
Pois eu odeio esse conjunto, com todas as minhas forças, e que grata surpresa quando as pessoas me dizem que não parece que eu sou daqui desse inferno! Eu adoro quando isso acontece, considero o maior elogio que alguém possa me fazer.
Ah, e alguém que invente de falar mal daqui... é quase que linchado! Isso aqui não existe, é surreal demais, e eu me pergunto muito o que as famílias européias dais quais sou descendente dos dois lados vieram fazer aqui, POR QUE PARARAM AQUI...
Bom, o que importa é que vislumbro reais chances de realmente ir embora daqui, e preciso agir em prol disso. Só voltaria mesmo para ver a minha vó e meus demais parentes, que, apesar de serem pessoas que eu adoro, fazem parte do “esquema”, e nunca cogitarão de deixar esse lugar.
É uma pena.... parece que há uma mistura da ação de um imã com lavagem cerebral que puxa e mantém as pessoas aqui, pois elas perdem (ou nunca adquiriram) o senso mínimo para identificar que há coisas muito erradas em todos os cantos desse lugarzinho sem-vergonha....

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

É preciso abrir caminhos...

Um passarinho entra dentro de uma casa por engano e, mesmo havendo duas janelas e uma porta aberta, ele pára na parte do arco de uma das janelas, toda fechada por vidros, e anda pra lá e pra cá, se bate nos vidros, se bate na parte superior de madeira, e sequer imagina que embaixo dele há uma saída, e que ao seu lado há duas outras saídas.
Ele pia, chora, pula, se debate desesperadamente... Num grande ambiente, ele insiste em se manter naquele pequeno espaço, numa luta desesperada por uma saída, ignorando o restante do espaço à sua volta! Olhando a transparência do vidro, pula e chora, e não acredita como não possa estar conseguindo sair dali. Ele não vê saída naquele momento.
Assim somos nós, nas mais variadas adversidades das nossas vidas, em muitas vezes.

sábado, fevereiro 04, 2006

O dia em que tudo está um lixo...

Sabe aqueles dias em que tudo está um lixo? Pois é, estou vivendo um dia de fúria hoje: véspera da minha prova, estou com TPM, tá calor pra cassete, estou atrasada em tudo o que ainda tenho para fazer, as páginas da Internet estão lentas, estou com prisão de ventre a ponto de incomodar, meu companheiro não colabora com nada, estou furiosa e estressadíssima!
Logo depois da prova eu juro que volto!