quarta-feira, janeiro 17, 2007

Sacudindo a poeira...

É convivendo com o fracasso que o ser humano tem a oportunidade sublime de se aproximar do sucesso. As quedas provocadas pelo nosso livre-arbítrio mal empregado, ou pela ação devassa de outrem, são degraus para cima, numa retomada possível, sempre! Quem de nós não correu ou corre riscos? Quantos conseguem defender-se?
A arena Terra é mesmo implacável. Mas para tudo há uma solução inteligente, apenas aguardando que o ser levante-se e caminhe buscando, ainda que com grandes dificuldades, a oportunidade que certamente acaba por aparecer na rota de quem vai em frente.
Qual o sentido da força senão aplicada em alguma circunstância adversa? O que é ter caráter e fibra? É exatamente na amargura dos problemas, em meio ao lodo da derrota, que a força criadora do homem deve ser empregada. Fora disso é mero comodismo afirmar-se que se tem coragem, que se vai lutar...
Palavras têm muito poder. Mas, ações definem novos estados e situações. Se unirmos o claro pensamento a boas palavras, gerando ações eficazes, não haverá mal que permaneça.
As correntes positivas que cruzam o universo de nossas vidas estão saturadas de poder superior. Quem está preparado absorve os fluidos que precisa. Quem não está, continua pedindo, rezando, implorando e finalmente se frustrando. Estamos no fim do outono. Folhas caídas em meio ao cinza da atmosfera. É o preâmbulo da primavera que também chegará. As leis naturais a tudo regem, sem falhas.

Mori Mitre

terça-feira, janeiro 16, 2007

E a vida continua...

Mais de um mês após meu último post, aqui estou eu, confusa e caótica...
Muitas coisas aconteceram desde então, e continuo refletindo sobre tudo.
Hoje assisti pela primeira vez o filme "Anti-herói Americano", e me chamou a atenção a vida tediosa e caótica do Harvey Pekar - um perfeito espelho da minha própria vida. O impressionante é que decido sempre as mudanças, que nunca, mas nunca acontecem. E minha vida vai rolando através de um caos constante - constante e maléfico. Estou deixando passar os melhores anos da minha vida, sem nada de bacana ou produtivo acontecer - eu continuo me sentindo uma menina desprotegida e desamparada, apesar de há muito não ser mais uma menina. Continuo melancólica e insegura, e me perguntando até quando isso vai me afligir, pois daqui a pouco serei uma velha que nada viveu nessa vida.
Esse filme me fez pensar no eterno caos que é a minha vida, em todos os sentidos. Gostaria de mudar todas as formas de encarar as coisas, tornar tudo mais simples, mais leve, mais alegre, como realmente deve ser.